Amilenismo Examınado: A Igreja é o Reino Milenar?
1. Introdução
O amilenismo é uma das visões mais influentes na escatologia bíblica. É adotado pelas igrejas Católica Romana e Ortodoxa Oriental e por muitos teólogos reformados e evangélicos (por exemplo, Agostinho, Lutero, Calvino, Berkhof, Hoekema). Essa posição lê Apocalipse 20 de forma simbólica e entende os “mil anos” não como um futuro reino terreno, mas como a era da igreja presente.
Este artigo irá (1) explicar o que o amilenismo ensina e, em seguida, (2) avaliar biblicamente esse sistema, especialmente à luz de Apocalipse 20 e de textos correlatos do Antigo e do Novo Testamento. A questão central é: A era da igreja é, em si mesma, o reino milenar?
2. Doutrinas Centrais do Amilenismo
2.1 Significado de “Milênio” e Reino Presente
O termo amilenismo significa literalmente “sem milênio”, mas os amilenistas insistem que não negam a existência de um milênio; eles negam um reino futuro, terreno e literal de mil anos de Cristo.
Afirmações principais:
- Os “mil anos” de Apocalipse 20.1–6 são:
- Simbólicos, não cronológicos.
- Um “longo período completo” entre a primeira e a Segunda Vinda de Cristo.
- O reino milenar é agora:
- Cristo reina espiritualmente desde o céu (e na igreja) durante a era presente.
- Alguns entendem que Apocalipse 20 descreve os santos reinando no céu (por exemplo, Hoekema, Hendriksen).
- Outros veem ali o governo de Cristo por meio da igreja na terra (como na visão de Agostinho).
Assim, a era da igreja = milênio; não há uma fase futura distinta na história entre o retorno de Cristo e o estado eterno.
2.2 O Aprisionamento de Satanás
Os amilenistas interpretam Apocalipse 20.1–3 como já cumprido:
“Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos…”
— Apocalipse 20.2
Eles argumentam que:
- Satanás foi “preso” na primeira vinda de Cristo (Mt 12.28–29; Lc 10.18; Jo 12.31).
- Essa prisão significa a restrição de uma atividade específica: “para que não mais enganasse as nações” (Ap 20.3).
- Na prática, isso implica que:
- Ele já não pode impedir a propagação mundial do evangelho.
- Ele ainda tenta e se opõe aos crentes, mas não consegue deter a evangelização global.
2.3 As Duas Ressurreições em Apocalipse 20

Apocalipse 20 fala de uma “primeira ressurreição” e dos “restantes dos mortos” voltando a viver posteriormente (Ap 20.4–6).
Interpretação amilenista:
- Primeira ressurreição (20.4–5a):
- Não é corporal, mas espiritual.
- Principais entendimentos:
- Regeneração (Agostinho).
- A entrada da alma do crente no céu na morte (Hoekema, Hendriksen).
- Segunda ressurreição (20.5b, 11–15):
- Uma única ressurreição corporal geral de justos e ímpios juntos, no último dia (cf. Dn 12.2; Jo 5.28–29; At 24.15).
Assim, há uma única ressurreição corporal, não duas separadas por mil anos.
2.4 Hermenêutica: Profecia Simbólica e Recapitulação
Dois compromissos interpretativos são cruciais.
-
Interpretação simbólica / espiritual da profecia
- Muitas profecias do reino no Antigo Testamento se cumprem espiritualmente na igreja, não de forma literal em Israel nacional.
- Números (incluindo “mil”) em Apocalipse são frequentemente entendidos como figurados.
-
Paralelismo progressivo (recapitulação) em Apocalipse
- O livro é composto de seções paralelas, não de uma cronologia contínua.
- Apocalipse 20 não vem após Apocalipse 19 de modo cronológico; ele “rebobina” até a primeira vinda e descreve novamente toda a era da igreja sob outro ângulo.
Isso permite ao amilenismo situar o aprisionamento de Satanás e o reino dos santos antes, e não depois, da Segunda Vinda descrita em Apocalipse 19.
2.5 Israel e a Igreja
O amilenismo geralmente ensina uma forma de teologia da substituição / cumprimento:
- Israel e a igreja são um único povo de Deus sob uma única aliança da graça.
- As promessas de terra, trono e reino dadas a Israel são:
- Ou condicionais e perdidas, ou já cumpridas historicamente, ou
- Espiritualizadas e cumpridas na igreja (por exemplo, as alianças abraâmica e davídica).
- A igreja é frequentemente vista como “o novo Israel” ou o “Israel de Deus” (Gl 6.16).
3. Avaliação Bíblica: O Aprisionamento de Satanás
3.1 Satanás Está Preso Agora no Sentido de Apocalipse 20?
Apocalipse 20 descreve o aprisionamento de Satanás em termos máximos:
“Lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele,
para que não mais enganasse as nações…”
— Apocalipse 20.3
Elementos:
- Foi agarrado.
- Preso.
- Lançado no abismo.
- O abismo é fechado e selado.
Essa linguagem sugere encarceramento total, não uma restrição parcial.
Em contraste, o Novo Testamento retrata repetidamente a ativa obra de engano de Satanás durante a era da igreja:
- “O deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos” (2Co 4.4).
- Ele “anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8).
- Ele, no presente, “engana o mundo inteiro” (Ap 12.9).
- Paulo adverte contra as suas ciladas (Ef 6.11), seu impedimento à obra missionária (1Ts 2.18) e sua atuação no “homem da iniquidade” (2Ts 2.9–10).
Se Apocalipse 20 significasse apenas que Satanás está de certo modo limitado, ainda assim enganando as nações, a forte imagem de um abismo selado e a declaração explícita “para que não mais enganasse as nações” pareceriam exageradas.
3.2 O Problema de “Enganar as Nações”
Os amilenistas reduzem “enganar as nações” à ideia de impedir a missão mundial. Mas a Escritura mostra Satanás:
- Enganando ativamente tanto indivíduos quanto nações ao longo de toda a era da igreja.
- Incitando impérios bestiais (Ap 13).
- Exercendo autoridade real como “príncipe deste mundo” (Jo 12.31; 14.30).
Se Satanás já está preso no sentido de Apocalipse 20, o que restaria para um aprisionamento futuro realizar? A descrição em Ap 20.1–3 corresponde muito melhor a uma futura e decisiva limitação de sua atividade do que à sua influência atual, claramente observável.
4. Avaliação Bíblica: A “Primeira Ressurreição”
4.1 O Texto de Apocalipse 20.4–6
“Eles reviveram e reinaram com Cristo durante mil anos.
Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos.
Esta é a primeira ressurreição.”
— Apocalipse 20.4–5
Observações importantes:
- O mesmo verbo ezēsan (“reviveram”, “voltaram a viver”) é usado:
- Dos mártires que reinam com Cristo (v. 4).
- Dos “restantes dos mortos” ao final dos mil anos (v. 5).
- João chama explicitamente o primeiro evento de “a primeira ressurreição” (v. 5).
4.2 Consistência do Termo “Ressurreição”
O substantivo anástasis (“ressurreição”) aparece 42 vezes no Novo Testamento. Com uma única exceção discutida (aqui, se a leitura amilenista estiver correta), ele sempre designa ressurreição corporal.
Sustentar que anástasis em Apocalipse 20 signifique:
- “novo nascimento espiritual” ou
- “a translação da alma ao céu”,
enquanto a segunda ressurreição é corporal, gera uma séria inconsistência lexical. Como Henry Alford argumentou de forma clássica, se se interpreta a “primeira ressurreição” como espiritual e a segunda como literal, “encerra-se todo o significado da linguagem”.
Além disso, o contexto favorece fortemente uma ressurreição corporal:
- Os mártires “foram decapitados” (morte física), depois “reviveram” (ressurreição física).
- A sua ressurreição é a resposta, há muito aguardada, às promessas de vindicação corporal (Ap 2.10–11; 6.9–11).
4.3 Relação com os Textos de Ressurreição Geral
Os amilenistas apelam para textos como João 5.28–29 e Daniel 12.2 para defender uma ressurreição geral única. Contudo, essas passagens afirmam que ambos os grupos serão ressuscitados, não quando ou com que intervalo de tempo.
- João 5.28–29 fala de uma “hora” em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a voz de Cristo e sairão.
- “Hora” (hōra) pode significar um período, não necessariamente 60 minutos; o termo não especifica se as ressurreições são separadas por um intervalo.
- Apocalipse 20 fornece o detalhe cronológico que outros textos omitem: duas ressurreições, separadas por mil anos.
A posição amilenista preserva a unidade de um juízo final, porém apenas ao custo de aplainar as distinções que o próprio Apocalipse 20 enfatiza.
5. Avaliação Bíblica: Israel, a Igreja e o Reino
5.1 As Alianças Abraâmica e Davídica
Amilenistas costumam argumentar que essas alianças foram:
- Condicionais, e portanto perdidas pela desobediência de Israel, ou
- Espiritualizadas e cumpridas na igreja.
Entretanto, a Escritura insiste reiteradamente que são eternas e incondicionais:
- Aliança abraâmica:
- “Estabelecerei a minha aliança… por aliança eterna…
Darei a você e à sua descendência… toda a terra de Canaã, em posse perpétua” (Gn 17.7–8). - Ratificada em Gênesis 15 por um juramento unilateral: somente Deus passa entre as metades dos animais.
- “Estabelecerei a minha aliança… por aliança eterna…
- Aliança davídica:
- “O teu trono será estabelecido para sempre” (2Sm 7.16).
- Reafirmada com linguagem enfática no Salmo 89.28–37: Deus não “violará” nem “alterará” a sua aliança; a linhagem e o trono de Davi permanecerão “enquanto durar o sol”.
O Novo Testamento aplica a promessa davídica diretamente a Jesus:
“O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai;
ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.”
— Lucas 1.32–33
Afirmar que Cristo reina agora desde o céu é correto, mas Lucas 1 e Atos 1.6–7 preservam as expectativas judaicas de uma futura restauração do reino a Israel, sem qualquer correção dizendo que as promessas foram transferidas para a igreja ou meramente “celestializadas”.
5.2 Textos do Reino no Antigo Testamento e a Necessidade de um Reino Terreno Intermediário
O amilenismo precisa encaixar todas as profecias remanescentes sobre o reino em:
- A era presente da igreja, ou
- O estado eterno final (novos céus e nova terra).
Contudo, vários textos resistem a ambas as alternativas e apontam naturalmente para um reino terreno intermediário antes do estado eterno.
Isaías 65.20–25
O texto descreve:
- Longevidade ampliada: “Quem morrer aos cem anos será ainda jovem” (v. 20).
- Presença de pecado e maldição: o pecador de cem anos será “amaldiçoado”.
- Paz mundial e transformação animal (v. 25).
Essas condições:
- São muito superiores à era presente: a morte é rara e retardada.
- Não se ajustam ao estado eterno, onde “já não haverá morte” e “nela nunca mais haverá maldição” (Ap 21.4; 22.3).
Portanto, exigem uma terra futura, melhorada, mas ainda não perfeita — exatamente o que Apocalipse 20 descreve.
Zacarias 14.16–19
- Após o retorno dramático do Senhor e sua vitória (Zc 14.1–5), restam nações que vão anualmente a Jerusalém adorar.
- Os que se recusam sofrem seca e pragas.
Mais uma vez:
- Essa cena posterior à volta do Senhor inclui nações desobedientes e juízos temporais — incompatíveis com o estado eterno, mas completamente coerentes com um reino milenar.
5.3 A Distinção entre Israel e a Igreja
O Novo Testamento mantém repetidamente uma distinção entre Israel étnico e a igreja (majoritariamente gentílica):
-
Romanos 11 prevê uma futura salvação de “todo o Israel” após ter entrado “a plenitude dos gentios” (vv. 25–26), não a mera absorção de Israel na igreja, sem identidade nacional futura.
-
Atos 1.6–7 registra a pergunta dos discípulos:
“Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?”
Jesus não corrige a expectativa de uma restauração futura; Ele corrige apenas a curiosidade quanto ao tempo.
-
1 Coríntios 10.32 distingue judeus, gregos e igreja de Deus.
O modelo amilenista de “um único povo de Deus” afirma uma necessária unidade soteriológica (todos salvos pela graça, em Cristo), mas antecipa de forma prematura a fusão de distinções histórico-redentivas legítimas que a Escritura afirma e projeta para o reino futuro.
6. Apocalipse 19–20: Cronologia ou Recapitulação?

Os amilenistas sustentam que Apocalipse 20 não é cronológico em relação a Apocalipse 19. Eles defendem que o livro apresenta seções paralelas cobrindo a mesma era da igreja.
No entanto:
- João repete a expressão “E vi…” (kai eidon) em Ap 19.11, 17, 19; 20.1, 4, 11; 21.1 como um marcador de sequência narrativa.
- A maior parte das cenas de 19.11–21.8 é universalmente reconhecida como futura e pós-parusia:
- A volta visível de Cristo (19.11–16).
- A batalha final e destruição da besta e do falso profeta (19.19–21).
- O grande julgamento do trono branco (20.11–15).
- Novos céus e nova terra (21.1–8).
Isolar 20.1–6 como um flashback retroativo sem qualquer indicação textual é hermeneuticamente instável. A leitura mais natural é:
- Segunda Vinda e derrota dos inimigos terrenos (Ap 19).
- Prisão de Satanás e reino milenar (Ap 20.1–6).
- Rebelião final e juízo definitivo de Satanás (Ap 20.7–10).
- Julgamento do grande trono branco sobre os ímpios (Ap 20.11–15).
- Estado eterno (Ap 21–22).
O Milênio aparece, assim, como uma das consequências diretas do retorno de Cristo, e não como uma reinterpretação simbólica da era da igreja.
7. Conclusão
O amilenismo oferece uma abordagem coerente e historicamente significativa da escatologia bíblica. Ele enfatiza corretamente:
- O atual reinado de Cristo à direita do Pai.
- A estrutura “já e ainda não” do reino.
- A unidade do povo de Deus em Cristo.
Entretanto, quando os textos-chave são lidos em seus próprios termos, surgem vários problemas sérios:
- O aprisionamento de Satanás em Apocalipse 20 não corresponde à sua atividade claramente observável durante a era da igreja.
- A linguagem da “primeira ressurreição” favorece fortemente uma ressurreição corporal, distinta da ressurreição dos ímpios mil anos depois.
- Passagens proféticas como Isaías 65 e Zacarias 14 não se encaixam nem na era atual nem no estado eterno, mas se ajustam a um reino intermediário futuro.
- As alianças abraâmica e davídica são apresentadas como eternas e incondicionais, fundamentadas no próprio juramento de Deus, apontando naturalmente para um cumprimento futuro e terreno em conexão com Israel e as nações.
- A cronologia de Apocalipse 19–20 situa o Milênio de modo mais natural após o retorno de Cristo, e não como uma descrição simbólica da era presente.
Por essas razões, os dados bíblicos favorecem entender a era da igreja como um prelúdio ao, e não como a substância do, reino milenar prometido. A igreja experimenta agora as primícias espirituais do reino; o pleno reinado davídico, terreno, de Cristo sobre Israel e as nações ainda está por vir.
FAQ
P: O que é amilenismo em termos simples?
O amilenismo ensina que não haverá um futuro reino terreno literal de mil anos entre a Segunda Vinda de Cristo e o estado eterno. Em vez disso, o “milênio” de Apocalipse 20 é entendido como a era da igreja presente, durante a qual Cristo reina espiritualmente desde o céu e Satanás está parcialmente preso, de modo que o evangelho possa alcançar as nações.
P: O amilenismo nega uma Segunda Vinda literal e um juízo final?
Não. Os amilenistas afirmam com firmeza uma Segunda Vinda literal e visível de Cristo, uma ressurreição corporal geral de todas as pessoas e um juízo final, seguido de novos céus e nova terra. O debate deles com o premilenismo diz respeito a o que acontece antes desse evento, não à realidade do retorno de Cristo.
P: Por que muitos evangélicos criticam o amilenismo?
Críticos sustentam que o amilenismo espiritualiza textos proféticos-chave e aplana distinções importantes na Escritura. Eles argumentam que Apocalipse 20, Isaías 65, Zacarias 14 e as alianças incondicionais com Abraão e Davi apontam para um futuro reino milenar terreno, distinto tanto da era presente quanto do estado eterno.
P: Como o amilenismo enxerga Israel e a igreja?
O amilenismo geralmente vê Israel e a igreja como um único povo de Deus, de modo que as promessas feitas a Israel são, em grande parte, interpretadas como cumpridas espiritualmente na igreja. Críticos premilenistas respondem que o Novo Testamento mantém um papel futuro para Israel étnico e que promessas nacionais de terra e trono não devem ser dissolvidas em bênçãos puramente espirituais.
P: Os “mil anos” em Apocalipse 20 são literais?
Os amilenistas interpretam os “mil anos” simbolicamente como um longo período completo, abrangendo todo o intervalo entre a primeira e a Segunda Vinda de Cristo. Premilenistas observam que os números em Apocalipse muitas vezes são usados de modo literal e argumentam que a repetida menção, seis vezes, de “mil anos” em Apocalipse 20 deve ser entendida como um período real, definido por Deus, no qual Cristo reinará na terra após o seu retorno.
Perguntas Frequentes
O que é amilenismo em termos simples?
O amilenismo nega uma Segunda Vinda literal e um juízo final?
Por que muitos evangélicos criticam o amilenismo?
Como o amilenismo enxerga Israel e a igreja?
Os “mil anos” em Apocalipse 20 são literais?
L. A. C.
Teólogo especializado em escatologia, comprometido em ajudar os crentes a compreender a Palavra profética de Deus.
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