As Duas Testemunhas

Escatologia14 min de leitura

1. Introdução

As duas testemunhas de Apocalipse 11 estão entre as figuras mais impressionantes na escatologia bíblica. Sua breve, porém poderosa, aparição no fim dos tempos concentra temas centrais do Apocalipse: testemunho divino, poder profético, perseguição intensa, morte, ressurreição e vindicação.

Apocalipse 11.3–13 apresenta uma narrativa compacta sobre quem são essas duas testemunhas, a natureza de seu ministério durante a Grande Tribulação e seu destino dramático antes da volta visível de Cristo. Este artigo foca exclusivamente nessas duas testemunhas — explorando sua identidade, sua missão, sua proteção e martírio, bem como sua ressurreição e ascensão.

2. Identidade das Duas Testemunhas

2.1 Literais ou simbólicas?

Intérpretes têm discutido há muito tempo se as duas testemunhas são simbólicas (por exemplo, representando a Lei e os Profetas, ou o Antigo e o Novo Testamento) ou indivíduos literais. Apocalipse 11, porém, as descreve em termos fortemente pessoais:

  • Elas vestem panos de saco (Ap 11.3)
  • Elas profetizam por um período fixo (1.260 dias)
  • Elas realizam milagres específicos (Ap 11.5–6)
  • Elas são mortas, e seus cadáveres jazem em uma cidade específica (Ap 11.7–8)
  • Elas são visivelmente ressuscitadas e levadas ao céu (Ap 11.11–12)

Esses detalhes concretos são muito mais condizentes com pessoas humanas reais do que com entidades puramente simbólicas. Embora o ministério delas certamente tenha significado simbólico, o próprio texto sustenta de modo mais natural a visão de que as duas testemunhas são indivíduos literais e históricos, que aparecerão no futuro período da Tribulação.

2.2 “Duas oliveiras e dois candeeiros”

Apocalipse descreve as testemunhas com imagens do Antigo Testamento:

“Estas são as duas oliveiras e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra.”
Apocalipse 11.4

Essa linguagem remete a Zacarias 4, onde Josué, o sumo sacerdote, e Zorobabel, o governador, são figurados como oliveiras que suprem óleo para um candeeiro, simbolizando liderança capacitada pelo Espírito na restauração de Israel. Em Apocalipse 11, as duas testemunhas são igualmente:

  • Candeeiros – portadoras da luz e do testemunho divinos em uma era de trevas
  • Oliveiras – canais do poder do Espírito Santo para seu ministério profético

A imagem reforça que essas testemunhas são profetas humanos, cheios do Espírito, levantados por Deus em um momento crítico da história da redenção.

2.3 As testemunhas são Moisés e Elias?

Embora Apocalipse não identifique nominalmente as duas testemunhas, muitos estudiosos as identificam como Moisés e Elias. Essa visão surge a partir de várias linhas convergentes de evidência:

  1. Semelhança dos milagres (Ap 11.5–6)

    • Elas “têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias de sua profecia” (Ap 11.6), ecoando a seca enviada por Elias em 1 Reis 17.1 e lembrada em Tiago 5.17.
    • Elas têm poder “sobre as águas para convertê-las em sangue e para ferir a terra com todo tipo de pragas, tantas quantas quiserem” (Ap 11.6), lembrando os milagres de Moisés no Egito (Êxodo 7–11).
  2. Aparição na Transfiguração
    Moisés e Elias apareceram com Jesus no monte da Transfiguração (Mateus 17.1–3), um prenúncio da glória do Seu reino. A participação deles ali com Cristo glorificado antecipa seu papel escatológico ligado à Sua vinda.

  3. Expectativa veterotestamentária do ministério futuro de Elias
    Malaquias profetiza:

    “Eis que eu lhes enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor.”
    Malaquias 4.5

    Embora João Batista tenha vindo “no espírito e poder de Elias” (Lucas 1.17), ele não esgotou todas as expectativas escatológicas. Um ministério futuro, de caráter eliasiano, se harmoniza bem com Apocalipse 11.

  4. Lei e Profetas representados juntos
    Moisés representa a Lei; Elias representa os Profetas. Sua aparição conjunta destaca a plena testemunha das Escrituras Hebraicas convergindo no testemunho final de Cristo durante a Tribulação.

Outras identificações foram propostas (por exemplo, Enoque e Elias, ou dois profetas ainda desconhecidos), e uma certeza absoluta não é possível. Contudo, dentro de uma leitura futurista e premilenista, a identificação Moisés–Elias harmoniza melhor os dados textuais, históricos e teológicos.

3. O Ministério das Duas Testemunhas

3.1 Duração e momento

Apocalipse declara explicitamente:

“Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco.”
Apocalipse 11.3

  • 1.260 dias equivalem a três anos e meio, um período profético-chave também descrito como:
    • “quarenta e dois meses” (Ap 11.2; 13.5)
    • “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (Daniel 7.25; 12.7; Ap 12.14)

Em um quadro clássico de Tribulação de sete anos (com base em Daniel 9.27), os 1.260 dias de ministério ocupam metade desse período. Muitos intérpretes situam o ministério das testemunhas na segunda metade (a Grande Tribulação), devido a:

  • Sua estreita ligação com o período em que Jerusalém será pisada por “quarenta e dois meses” (Ap 11.2), tempo associado ao domínio do Anticristo.
  • Seu conflito contínuo com “a besta que sobe do abismo” (Ap 11.7), cuja manifestação plena se destaca especialmente na última metade.
  • A transição imediata do relato do ministério e da ressurreição delas para o toque da sétima trombeta (Ap 11.15–19), que aponta para o clímax da Tribulação.

Outros as colocam na primeira metade. Embora haja debate quanto à qual metade, a verdade central permanece: por um período definido de três anos e meio, Deus preservará e capacitará esses homens como Seus representantes especiais em Jerusalém.

3.2 Local e público-alvo

O cenário do ministério delas é claramente identificado:

“…os seus cadáveres ficarão estirados na rua da grande cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado.”
Apocalipse 11.8

“Onde também o seu Senhor foi crucificado” só pode se referir a Jerusalém. Assim, a esfera principal de seu ministério é:

  • Geográfica: Jerusalém, o centro religioso e político dos eventos do fim dos tempos
  • Étnica: em especial Israel, embora seu testemunho alcance dimensões globais devido ao caráter miraculoso e à difusão mundial de suas ações

Jerusalém é simbolicamente descrita como “Sodoma e Egito”, enfatizando sua apostasia espiritual, corrupção moral e escravidão à idolatria durante a Tribulação. Nesse contexto de trevas, as duas testemunhas brilham como luzes proféticas, chamando Israel e as nações ao arrependimento.

3.3 Natureza da mensagem

Diz-se que as duas testemunhas “profetizarão” (Ap 11.3), e elas vestem panos de saco, uma vestimenta tradicional de lamento e arrependimento. Seu ministério inclui:

  • Proclamação de juízo – anunciando a ira iminente de Deus sobre um mundo rebelde
  • Convocação ao arrependimento – conclamando Israel e as nações a se voltarem do pecado para o Deus verdadeiro
  • Anúncio do reino vindouro – proclamando a proximidade da volta de Cristo e o estabelecimento de Seu reinado

Seus panos de saco sinalizam luto pelo pecado, lamento pela apostasia espiritual e uma convocação urgente ao arrependimento nos dias finais antes da Segunda Vinda.

3.4 Poderes milagrosos

Deus concede às duas testemunhas extraordinária autoridade sobrenatural:

“Se alguém quiser causar-lhes dano, das suas bocas sairá fogo e devorará os seus inimigos; sim, se alguém quiser causar-lhes dano, certamente deve morrer. Elas têm poderes para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem; têm poderes também sobre as águas, para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem.”
Apocalipse 11.5–6

Aspectos centrais desse poder:

  • Proteção por fogo: Quem tentar feri-las é destruído. Seja esse fogo literal ou um símbolo de juízo divino imediato, o efeito é real e letal.
  • Controle da chuva: Elas fecham os céus para que não chova durante todo o período de sua profecia — ecoando a seca nos dias de Elias.
  • Juízos sobre a terra e as águas: Elas transformam água em sangue e desencadeiam “toda sorte de pragas”, remetendo às pragas enviadas por meio de Moisés sobre o Egito.

Esses milagres funcionam como:

  • Sinais autenticadores de sua comissão divina
  • Atos judiciais de Deus contra um mundo endurecido
  • Prelúdios e, possivelmente, instrumentos dos juízos descritos nas trombetas e taças

Durante toda a sua missão designada, elas permanecem invencíveis. Nenhum poder humano ou demoníaco pode silenciá-las até que o propósito de Deus para o seu testemunho se cumpra.

4. O Destino das Duas Testemunhas

4.1 Seu martírio

Apocalipse 11 destaca um ponto de virada crucial:

“Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e as vencerá e matará.”
Apocalipse 11.7

A sequência é altamente significativa:

  • Somente “quando tiverem concluído o testemunho” Deus permite que sejam mortas. O tempo e o modo de sua morte estão sob a soberania divina.
  • Seu algoz é “a besta que sobe do abismo”, identificada com o Anticristo, o governante mundial final energizado por Satanás.

Seu ministério termina em martírio. No entanto, até mesmo essa aparente derrota está sob o controle de Deus e prepara o palco para uma manifestação ainda maior de Seu poder.

4.2 Exposição pública e celebração global

O tratamento dado a elas na morte revela o estado espiritual do mundo:

“…os cadáveres das duas testemunhas ficarão estirados na rua daquela grande cidade… Durante três dias e meio, alguns dentre os povos, tribos, línguas e nações contemplam os cadáveres das duas testemunhas e não permitem que sejam sepultadas. Os que habitam sobre a terra se alegram por causa delas, festejam e enviarão presentes uns aos outros, porque esses dois profetas atormentaram os que habitam sobre a terra.”
Apocalipse 11.8–10

Elementos-chave:

  • Seus corpos são deixados insepultos nas ruas de Jerusalém, um ato deliberado de desprezo e humilhação.
  • Gentes de “povos, tribos, línguas e nações” contemplam seus cadáveres. Na era moderna, isso se compreende facilmente como cobertura midiática global, em que o mundo inteiro pode assistir em tempo real.
  • O mundo incrédulo se regozija, celebra e troca presentes, tratando a morte das testemunhas como um tipo de feriado blasfemo. As duas testemunhas haviam sido um “tormento” — isto é, sua pregação profética e as pragas por elas enviadas confrontaram um mundo decidido a rejeitar Deus.

Essa celebração grotesca é um dos quadros mais fortes, nas Escrituras, da dureza de coração dos últimos dias. A humanidade preferirá a mentira do Anticristo à verdade de Deus, mesmo diante de sinais miraculosos e inegáveis.

4.3 Ressurreição e ascensão

A palavra final de Deus sobre o ministério das duas testemunhas não é morte, mas ressurreição e exaltação:

“Mas, depois dos três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os pés, e aqueles que os viram sobreveio grande medo. E as duas testemunhas ouviram uma forte voz vinda do céu, que lhes disse: Subam para aqui! E subiram ao céu numa nuvem, à vista dos seus inimigos.”
Apocalipse 11.11–12

Esse clímax se desenrola em três etapas:

  1. Ressurreição

    • “Um espírito de vida, vindo da parte de Deus” entra nelas, lembrando Ezequiel 37 e o poder soberano de Deus sobre a morte.
    • Elas “se ergueram sobre os pés”, vivas, no exato lugar onde o mundo celebrava seus cadáveres.
  2. Terror mundial

    • “Grande medo caiu sobre os que as viram.” A mesma audiência global que assistiu à sua morte e zombou de seu Deus agora presencia uma ressurreição pública e inegável.
  3. Ascensão

    • Elas ouvem o mandado: “Subam para aqui!”, linguagem semelhante ao chamado em Apocalipse 4.1.
    • Elas sobem ao céu “numa nuvem”, lembrando a ascensão de Cristo (Atos 1.9) e a linguagem do Arrebatamento (1 Tessalonicenses 4.17).
    • Seus inimigos as veem subir, de modo que esse evento funciona como um sinal escatológico visível da supremacia do Deus verdadeiro.

Sua ressurreição e ascensão constituem poderosa vindicação de seu testemunho e repreensão direta às pretensões de poder do Anticristo.

4.4 Consequências imediatas

Após a ascensão, Apocalipse acrescenta:

“Naquela mesma hora houve grande terremoto, e ruiu a décima parte da cidade; morreram nesse terremoto sete mil pessoas, e as demais ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu.”
Apocalipse 11.13

O resultado:

  • Um grande terremoto atinge Jerusalém.
  • Um décimo da cidade desaba.
  • Sete mil pessoas morrem — provavelmente figuras importantes ou destacadas.
  • “Os demais… deram glória ao Deus do céu”, sugerindo algum grau de arrependimento ou reconhecimento da realidade e do poder de Deus.

Assim, o ministério das duas testemunhas produz frutos mesmo após sua partida, contribuindo para os propósitos de Deus de juízo e salvação durante a Tribulação.

5. O Significado Teológico das Duas Testemunhas

Do ponto de vista da escatologia bíblica, as duas testemunhas ilustram várias verdades centrais:

TemaComo as Duas Testemunhas o ilustram
Testemunho divinoDeus jamais deixa de ter testemunho, mesmo na hora mais sombria da história.
Soberania sobre a históriaA duração de seu ministério, sua morte e ressurreição são precisamente determinadas por Deus.
Conflito entre verdade e malSeu ministério desperta o ódio da besta e do mundo.
Certeza da ressurreiçãoDeus vindica publicamente Seus servos após uma aparente derrota.
Centralidade de Jerusalém e IsraelSeu ministério é centrado em Jerusalém, focalizando o programa de Deus em relação a Israel.

Em um mundo dominado pelo engano do Anticristo, as duas testemunhas se erguem como porta-vozes oficiais de Deus, autenticadas por sinais espetaculares e seladas por martírio e ressurreição. A história delas antecipa o triunfo final de Cristo, que voltará para destruir a besta e estabelecer Seu reino.

6. Conclusão

As duas testemunhas de Apocalipse 11 não são figuras marginais na profecia bíblica, mas atores centrais no drama do fim dos tempos. Como profetas literais, cheios do Espírito — provavelmente Moisés e Elias —, ministrarão em Jerusalém durante três anos e meio no contexto da Tribulação.

Vestidas de pano de saco, proclamarão juízo e conclamarão ao arrependimento, exercendo poderes miraculosos que ecoam os grandes atos de Deus no passado de Israel. Protegidas até que completem sua missão, serão finalmente mortas pela besta, expostas publicamente e celebradas por um mundo rebelde. Mas, após três dias e meio, Deus as ressuscitará e as chamará ao céu à vista de seus inimigos, acompanhadas por um grande terremoto e por um renovado temor de Deus.

No panorama mais amplo da escatologia, as duas testemunhas demonstram que a Palavra de Deus será proclamada até o fim, que Seus servos estão seguros em Seus propósitos e que morte e oposição não podem frustrar Seu plano. O ministério delas é, ao mesmo tempo, uma advertência solene e um profundo encorajamento: mesmo no período mais escuro da história humana, Deus continuará falando, continuará salvando e, por fim, vindicará Sua verdade diante dos olhos do mundo.

Perguntas Frequentes (FAQ)

P: Quem são as duas testemunhas em Apocalipse 11?

As duas testemunhas em Apocalipse 11 são profetas futuros, de tempos do fim, que Deus levantará durante a Tribulação para ministrar em Jerusalém por 1.260 dias. Embora seus nomes não sejam revelados no texto, muitos intérpretes as identificam como Moisés e Elias, devido à semelhança dos milagres que realizam e à aparição conjunta com Jesus na Transfiguração.

P: O que as duas testemunhas farão durante seu ministério?

As duas testemunhas irão profetizar, conclamar as pessoas ao arrependimento e anunciar o juízo vindouro de Deus e a chegada de Seu reino. Elas realizarão grandes milagres, incluindo reter a chuva, transformar água em sangue e ferir a terra com pragas. Seu ministério será um testemunho público e poderoso, capacitado pelo Espírito, em meio à Grande Tribulação.

P: Por quanto tempo as duas testemunhas ministrarão?

Apocalipse 11.3 afirma que as duas testemunhas profetizarão por 1.260 dias, o que corresponde a três anos e meio. Esse período equivale à metade da Tribulação de sete anos, e muitos estudiosos situam o ministério delas na segunda metade, quando a perseguição do Anticristo contra Jerusalém será mais intensa.

P: O que acontecerá com as duas testemunhas ao final de seu ministério?

Quando tiverem terminado o testemunho que devem dar, a besta (o Anticristo) as matará, e seus corpos ficarão expostos nas ruas de Jerusalém por três dias e meio, enquanto o mundo celebra sua morte (Ap 11.7–10). Depois disso, Deus as ressuscitará dentre os mortos e as elevará ao céu à vista de seus inimigos (Ap 11.11–12).

P: Por que as duas testemunhas são importantes na escatologia bíblica?

As duas testemunhas são importantes porque encarnam o testemunho profético final de Deus antes da volta de Cristo. Elas mostram que Deus mantém um testemunho claro e poderoso mesmo sob o domínio do Anticristo, que Ele é soberano sobre a vida e a morte e que, em última instância, vindicará Seus servos por meio da ressurreição e exaltação. O ministério delas destaca o conflito entre a verdade divina e a rebelião global nos últimos dias.

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Perguntas Frequentes

Quem são as duas testemunhas em Apocalipse 11?
As duas testemunhas em Apocalipse 11 são profetas futuros, de tempos do fim, que Deus levantará durante a Tribulação para ministrar em Jerusalém por 1.260 dias. Embora seus nomes não sejam revelados no texto, muitos intérpretes as identificam como **Moisés e Elias**, devido à semelhança dos milagres que realizam e à aparição conjunta com Jesus na Transfiguração.
O que as duas testemunhas farão durante seu ministério?
As duas testemunhas irão **profetizar**, conclamar as pessoas ao **arrependimento** e anunciar o **juízo** vindouro de Deus e a chegada de Seu reino. Elas realizarão grandes milagres, incluindo reter a chuva, transformar água em sangue e ferir a terra com pragas. Seu ministério será um testemunho público e poderoso, capacitado pelo Espírito, em meio à Grande Tribulação.
Por quanto tempo as duas testemunhas ministrarão?
Apocalipse 11.3 afirma que as duas testemunhas profetizarão por **1.260 dias**, o que corresponde a **três anos e meio**. Esse período equivale à metade da Tribulação de sete anos, e muitos estudiosos situam o ministério delas na segunda metade, quando a perseguição do Anticristo contra Jerusalém será mais intensa.
O que acontecerá com as duas testemunhas ao final de seu ministério?
Quando tiverem terminado o testemunho que devem dar, a **besta** (o Anticristo) as matará, e seus corpos ficarão expostos nas ruas de Jerusalém por três dias e meio, enquanto o mundo celebra sua morte (*Ap 11.7–10*). Depois disso, Deus as ressuscitará dentre os mortos e as elevará ao céu à vista de seus inimigos (*Ap 11.11–12*).
Por que as duas testemunhas são importantes na escatologia bíblica?
As duas testemunhas são importantes porque encarnam o **testemunho profético final** de Deus antes da volta de Cristo. Elas mostram que Deus mantém um testemunho claro e poderoso mesmo sob o domínio do Anticristo, que Ele é soberano sobre a vida e a morte e que, em última instância, vindicará Seus servos por meio da ressurreição e exaltação. O ministério delas destaca o conflito entre a verdade divina e a rebelião global nos últimos dias.

L. A. C.

Teólogo especializado em escatologia, comprometido em ajudar os crentes a compreender a Palavra profética de Deus.

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