A Marca da Besta
1. Introdução
A marca da besta é um dos símbolos mais reconhecidos e controversos na profecia bíblica. Encontrada em Apocalipse 13.16-18, essa marca tem cativado a imaginação de crentes e céticos ao longo dos séculos, gerando inúmeras teorias sobre sua natureza e significado. Apesar de sua forte presença na cultura popular, muitos ainda não compreendem claramente o que a Escritura de fato ensina sobre esse sinal sombrio.
A marca da besta está intrinsecamente ligada à pessoa do Anticristo — o futuro governante mundial que se levantará durante o período de sete anos da Tribulação. Entender a marca exige entender o contexto em que ela será implementada: um sistema global de controle econômico projetado para impor a adoração à besta e à sua imagem. Longe de ser apenas um símbolo antigo, a marca representa a escolha final que toda pessoa viva durante a Tribulação terá de enfrentar: adorar o Deus verdadeiro ou se submeter ao falso messias de Satanás.
Este artigo examina o que a Bíblia revela sobre a marca da besta, explorando sua natureza, propósito, momento de implementação e as consequências eternas para aqueles que a aceitam ou rejeitam.
2. O Fundamento Bíblico da Marca
O principal texto bíblico que descreve a marca da besta encontra-se em Apocalipse 13.16-18:
“A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.” — Apocalipse 13.16-18
Essa passagem revela vários detalhes cruciais sobre a marca. Primeiro, ela será exigida universalmente — afetando todas as classes sociais e todas as condições econômicas. Segundo, será visível, colocada na mão direita ou na testa. Terceiro, será essencial para participação econômica — ninguém poderá comprar ou vender sem ela. Quarto, identificará seu portador com a besta, por meio do seu nome ou do número do seu nome.
A marca também é mencionada em outras passagens de Apocalipse. Os que recusarem a marca enfrentarão o martírio (Apocalipse 13.15), enquanto os que a aceitarem enfrentarão a ira de Deus (Apocalipse 14.9-11). A marca funciona como uma linha divisória, forçando as pessoas a declarar sua lealdade: a Cristo ou ao Anticristo.
3. A Natureza e a Forma da Marca

A evidência bíblica sugere que a marca da besta será um identificador visível aplicado sobre a pele. A palavra grega usada é charagma, que se refere a um selo, uma impressão, um estigma — semelhante à marca com que escravos ou animais eram queimados na Antiguidade. Isso indica que a marca será um identificador físico real, não apenas uma condição metafórica ou espiritual.
Entre estudiosos dispensacionalistas, predominam duas interpretações principais sobre a natureza física da marca:
Uma marca ou tatuagem visível: A interpretação mais direta é que a marca será um símbolo, nome ou número visível, impresso sobre a pele. Apocalipse 13.16-17 declara que as pessoas receberão “uma marca sobre a mão direita ou sobre a fronte” e que essa marca será “o nome da besta ou o número do seu nome”. A leitura simples do texto sugere um estigma visível — algo como um selo ou tatuagem — exibindo o nome do Anticristo ou o número 666.
Um dispositivo de identificação implantado: Alguns estudiosos sugerem que a marca poderia envolver tecnologia moderna, como um microchip implantado ou um identificador biométrico. Embora essa interpretação considere possibilidades tecnológicas contemporâneas, o texto bíblico enfatiza a marca como algo visível e identificável — algo que “faz que a todos” seja dado, e que outros podem reconhecer para determinar quem pode comprar ou vender.
A segunda interpretação, embora popular em especulações modernas, encontra menos apoio direto na Escritura. O texto indica que a marca será o nome da besta ou o número do seu nome — sugerindo caracteres visíveis, e não um implante invisível. Além disso, os leitores antigos entenderiam charagma como uma marca visível, semelhante ao estigma colocado em escravos para indicar posse.
Independentemente de tecnologias auxiliares, como escaneamento biométrico ou identificação digital, virem a ser usadas para aplicar ou controlar o sistema da marca, a marca em si aparece na Bíblia como um identificador visível que proclama lealdade ao Anticristo.
4. O Significado de 666
Apocalipse 13.18 identifica especificamente o número da besta como 666:
“Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.” — Apocalipse 13.18
Ao longo da história, incontáveis tentativas foram feitas para associar esse número a indivíduos específicos por meio da gematria — um método que calcula valores numéricos de letras (já que letras hebraicas e gregas possuem valores numéricos). Diversas figuras históricas, de Nero a líderes políticos modernos, já foram sugeridas como candidatos. No entanto, tais especulações são, em última análise, inúteis, pois o Anticristo só será revelado após o Arrebatamento da igreja (2 Tessalonicenses 2.6-8).
Várias interpretações de 666 são propostas:
O número da imperfeição: Na simbologia bíblica, sete representa perfeição e completude (o número de Deus). Seis fica aquém de sete, e por isso pode simbolizar imperfeição humana. Três vezes seis (666) pode representar a tríade profana de Satanás, do Anticristo e do Falso Profeta — cada um tentando ocupar o lugar de Deus, mas sempre falhando. Como comenta um estudioso: “Seis está próximo de sete, o número de Deus e da perfeição na Bíblia. O número 666 é o homem tentando ser Deus, mas nunca chegando lá.”
Um nome específico: O número pode corresponder ao valor numérico do nome real do Anticristo em hebraico ou grego. Quando ele se levantar ao poder, aqueles que viverem durante a Tribulação poderão “calcular” sua identidade por esse método. O texto afirma que é “número de homem”, sugerindo que identificará uma pessoa específica.
Uma marca de propriedade: Seja qual for o sentido exato, receber a marca com 666 significará pertencer à besta e lhe jurar fidelidade. Assim como Deus selará os Seus servos em suas testas (Apocalipse 7.3-4; 14.1), Satanás marcará os seus seguidores.
A interpretação precisa será plenamente compreendida quando o Anticristo for revelado. Por ora, o número permanece como advertência de uma divindade falsa e da rebelião humana contra Deus.
5. O Propósito e a Implementação da Marca
A marca da besta serve a múltiplos propósitos estratégicos dentro da agenda global do Anticristo:
Controle econômico: O propósito declarado mais imediato é o domínio econômico. Apocalipse 13.16-17 afirma explicitamente que ninguém poderá “comprar ou vender” sem a marca. Isso representa controle total sobre a economia global — algo que pareceria impossível na Antiguidade, mas que se torna cada vez mais plausível com os sistemas financeiros e tecnológicos atuais. A marca cria dependência econômica absoluta do sistema da besta.
Esse estrangulamento econômico será imposto pelo Falso Profeta, a segunda besta descrita em Apocalipse 13.11-18, que serve como braço direito religioso do Anticristo. Ele “faz que a todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte” (Apocalipse 13.16).
Adoração religiosa: A marca está intrinsecamente ligada à adoração da besta. Aqueles que se recusarem a adorar a imagem da besta serão mortos (Apocalipse 13.15), e receber a marca demonstrará submissão à pretensão de divindade do Anticristo. A marca não será apenas uma conveniência econômica neutra — ela representará uma aceitação consciente e deliberada do Anticristo como deus.
Identificação visível: A marca identifica publicamente os seguidores da besta. Na Antiguidade, escravos e soldados eram muitas vezes marcados para indicar posse e lealdade. Da mesma forma, a marca identificará visivelmente quem pertence ao reino da besta. Essa declaração pública de fidelidade torna a neutralidade impossível.
Um teste de lealdade: A marca forçará todos a escolher um lado. Não haverá meio-termo durante a Tribulação. Ou se recebe a marca e se garante a sobrevivência econômica (ao custo da vida eterna), ou se recusa a marca e se enfrenta perseguição, possível fome e até martírio (mantendo, porém, a fé em Cristo).
A implementação será reforçada por uma combinação de engano sobrenatural e perseguição brutal. O Falso Profeta realizará grandes sinais e prodígios, “até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens” (Apocalipse 13.13), enganando as pessoas para que sigam a besta. Os que resistirem enfrentarão a morte.
6. O Momento da Marca

Entender quando a marca será implementada é crucial para uma interpretação bíblica correta. A marca da besta será exigida no meio do período de sete anos da Tribulação, e não antes.
Antes da metade: Durante os primeiros três anos e meio da Tribulação, o Anticristo surgirá como um aparente pacificador. Ele firmará uma aliança com Israel (Daniel 9.27) e consolidará sua autoridade política sobre uma confederação de dez nações que representará o reavivamento do Império Romano (Apocalipse 17.12-13). Nesse período, o sistema da marca ainda não estará em vigor.
Na metade: Mudanças dramáticas ocorrerão no ponto médio dos sete anos:
- O Anticristo romperá sua aliança com Israel (Daniel 9.27)
- Ele entrará no templo reconstruído e proclamará ser Deus (2 Tessalonicenses 2.4)
- Ele estabelecerá a “abominação da desolação” no templo (Mateus 24.15)
- O Falso Profeta fará uma imagem da besta e lhe dará “fôlego” para que fale (Apocalipse 13.14-15)
- O sistema da marca será implementado (Apocalipse 13.16-18)
A segunda metade: Os três anos e meio finais, chamados de “Grande Tribulação”, serão caracterizados por:
- Exigência universal da marca para participação econômica
- Perseguição intensa contra os que a recusarem
- Derramamento das taças da ira de Deus sobre os que a receberam (Apocalipse 16.2)
Implicação importante para hoje: Como a marca só será exigida a partir da metade da Tribulação, e como a própria Tribulação só tem início após o Arrebatamento da igreja (2 Tessalonicenses 2.3-8), é impossível que alguém que viva antes do Arrebatamento receba a marca da besta. Tecnologias atuais, sistemas de identificação ou medidas econômicas — por mais semelhantes que pareçam — não são a marca da besta. Cristãos hoje não devem temer receber a marca por engano.
7. As Consequências de Aceitar ou Rejeitar a Marca
As implicações que envolvem a marca da besta não poderiam ser mais sérias. A Escritura deixa claro que essa escolha determinará o destino eterno de cada pessoa.
Consequências de aceitar a marca:
Aqueles que receberem a marca enfrentarão juízo certo e irreversível. Apocalipse 14.9-11 apresenta uma das advertências mais severas de toda a Bíblia:
“Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a marca na fronte ou na mão, também esse beberá do vinho da ira de Deus, preparado, sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos. Não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem, e quem quer que receba a marca do seu nome.” — Apocalipse 14.9-11
Esse texto indica que receber a marca é um pecado imperdoável. Não há redenção para quem a aceita. Por quê? Porque receber a marca representará uma escolha deliberada e consciente de adorar o Anticristo e rejeitar a Deus. Não será uma decisão acidental ou tomada em ignorância sob mera coerção. As pessoas entenderão exatamente o que estão fazendo — escolhendo a besta em vez de Deus, preferindo a sobrevivência econômica temporária à vida eterna.
Além disso, os que receberem a marca sofrerão os julgamentos das taças de Deus durante a Tribulação. A primeira taça traz “chagas malignas e dolorosas” sobre “os homens portadores da marca da besta e adoradores da sua imagem” (Apocalipse 16.2).
Consequências de rejeitar a marca:
Os que recusarem a marca enfrentarão consequências severas nesta vida, mas receberão recompensa eterna:
Sofrimento terreno: Eles não poderão comprar ou vender, o que tornará a sobrevivência extremamente difícil. Muitos serão martirizados. Apocalipse 13.15 declara: “E lhe foi dado poder para dar fôlego à imagem da besta, para que, não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta.” Apocalipse 20.4 descreve “as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus e por causa da palavra de Deus, e também quantos não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão”.
Recompensa eterna: Apesar do sofrimento terreno, os que recusarem a marca manterão sua fé e receberão vida eterna. Apocalipse 20.4 continua: “Eles reviveram e reinaram com Cristo durante mil anos.” Esses mártires da Tribulação recebem honra especial no reino de Deus.
A escolha em relação à marca revela o coração. Aqueles que verdadeiramente pertencem a Deus — cujos nomes estão “escritos, desde a fundação do mundo, no livro da vida do Cordeiro que foi morto” (Apocalipse 13.8) — recusarão a marca, apesar do custo.
8. Significado Teológico
A marca da besta representa muito mais do que um simples sistema de identificação econômica. Ela incorpora diversas realidades teológicas profundas:
A soberania de Deus: Mesmo ao implementar seu sistema maligno, o Anticristo age apenas dentro dos limites que Deus permite. O texto enfatiza repetidamente que à besta é “dado” poder e que lhe é “permitido” agir (Apocalipse 13.5, 7, 14, 15). Deus permanece soberano mesmo durante a Tribulação, usando os próprios planos de Satanás para cumprir Seus propósitos.
Doutrina da escolha e responsabilidade: A marca exige uma decisão clara. Ao longo da história, muitos tentaram permanecer neutros em relação a Cristo, evitando compromisso. A marca elimina essa possibilidade. Cada pessoa terá de escolher conscientemente: adorar a Deus ou adorar a besta. Isso revela que, em última análise, a neutralidade em relação a Deus é impossível. Como disse Jesus: “Quem não é por mim é contra mim” (Mateus 12.30).
O sistema falsificado de Satanás: A marca é uma paródia do selo de Deus sobre os Seus servos. Assim como Deus coloca o Seu selo na testa dos 144 mil judeus selados (Apocalipse 7.3-4; 14.1), Satanás marca os seus seguidores. Isso reflete o padrão constante de Satanás ao longo da história — ele não cria, apenas imita. A tríade profana (Satanás, Anticristo, Falso Profeta) copia a Trindade Santa (Pai, Filho, Espírito Santo). A marca da besta imita o selo de Deus.
O custo da fidelidade: A marca ilustra dramaticamente que seguir a Cristo pode exigir o sacrifício supremo. Muitos ao longo da história da igreja enfrentaram perseguição, mas os santos da Tribulação enfrentarão uma tentativa global e sistemática de forçá-los a renunciar à fé. Sua fidelidade até a morte demonstrará que a fé genuína valoriza Cristo acima da própria vida física.
A definitividade da escolha humana: O caráter imperdoável de receber a marca destaca que as escolhas humanas têm consequências eternas. Embora a graça de Deus seja abundante e o perdão esteja disponível a todos os que invocam a Cristo (Romanos 10.13), chega um ponto de não retorno. A marca representa esse ponto — uma rejeição final e irrevogável da misericórdia de Deus.
9. Conclusão
A marca da besta não é um enigma a ser decifrado à luz de cada nova inovação tecnológica, nem uma ameaça imediata para a igreja hoje. Trata-se de uma realidade futura que confrontará todas as pessoas vivas durante o período de sete anos da Tribulação. Essa marca será um identificador visível — o nome ou o número (666) do Anticristo — colocado na mão direita ou na testa. Será exigida para toda atividade econômica, forçando as pessoas a escolher entre adorar a besta (e sobreviver temporariamente) ou recusar a marca (e enfrentar fome, perseguição e até morte).
O propósito da marca é multifacetado: possibilitar controle econômico, impor adoração religiosa, fornecer identificação visível e testar a lealdade máxima. Ela será implementada no meio da Tribulação pelo Falso Profeta, atuando em nome do Anticristo. As consequências são eternas: os que a recebem enfrentam a ira irreversível de Deus; os que a rejeitam mantêm a fé e recebem recompensa eterna, apesar do sofrimento terreno.
Para os crentes que vivem antes do Arrebatamento, a marca da besta não é uma ameaça imediata. A igreja será retirada da terra antes do início da Tribulação (1 Tessalonicenses 4.13-18; 2 Tessalonicenses 2.3-8) e, portanto, antes da implementação da marca. No entanto, a doutrina da marca da besta serve como um lembrete sóbrio da realidade da batalha espiritual, da necessidade de um compromisso claro com Cristo e das consequências eternas das nossas escolhas.
A mensagem final da marca é esta: chegará um dia em que a neutralidade será impossível e o custo da fidelidade poderá ser supremo. Mesmo assim, no período mais escuro da história humana, Deus continuará soberano, Seus propósitos prevalecerão e aqueles que Lhe forem fiéis — mesmo até a morte — receberão uma recompensa eterna que supera incomparavelmente qualquer sofrimento temporário.
Para quem lê isto e ainda não colocou sua fé em Jesus Cristo, a doutrina da marca da besta traz um aviso urgente: hoje é o dia da salvação (2 Coríntios 6.2). Não presuma que haverá oportunidade futura para “acertar as contas” com Deus durante a Tribulação. Receba Cristo agora, enquanto Sua oferta de graça permanece aberta, e você será poupado de enfrentar essa terrível escolha.
FAQ
P: A marca da besta poderá ser implementada por meio de tecnologia moderna, como microchips ou IDs digitais?
A tecnologia moderna certamente torna o tipo de controle econômico descrito em Apocalipse 13 mais viável do que nunca. No entanto, o texto bíblico enfatiza que a marca será um identificador visível — o nome ou o número da besta — aplicado sobre a pele. Tecnologias como escaneamento biométrico ou sistemas digitais de identificação podem ser usadas para apoiar ou aplicar o sistema da marca, mas a marca em si aparece na Escritura como algo semelhante a um selo ou tatuagem que identifica o portador com o Anticristo. Mais importante ainda: a marca não pode ser implementada antes do meio da Tribulação de sete anos, que começa após o Arrebatamento da igreja.
P: Os cristãos terão de enfrentar a marca da besta?
Não. De acordo com a perspectiva pré-tribulacionista fundamentada em textos como 1 Tessalonicenses 4.13-18 e 2 Tessalonicenses 2.3-8, a igreja será arrebatada antes do início do período da Tribulação. Como a marca só será implementada na metade da Tribulação, os cristãos que vivem na presente era da igreja não enfrentarão essa escolha. A marca será um teste para aqueles que se converterem durante a Tribulação, após a remoção da igreja.
P: Receber a marca da besta é um pecado imperdoável?
Sim. Apocalipse 14.9-11 deixa claro que qualquer pessoa que receber a marca enfrentará a ira eterna de Deus, sem possibilidade de redenção. Isso porque receber a marca representa uma escolha consciente e deliberada de adorar o Anticristo e rejeitar a Deus. Não será uma decisão acidental nem tomada em completa ignorância, mas uma escolha clara, com pleno conhecimento de seu significado. A marca simboliza uma rejeição final e irrevogável da oferta de salvação de Deus em Cristo.
P: O que exatamente é o número 666 e como ele identificará o Anticristo?
O número 666 é apresentado em Apocalipse 13.18 como “o número da besta” e “número de homem”. Embora existam diversas interpretações — inclusive a de que ele representa a imperfeição humana (ficando aquém do sete, o número da perfeição divina) — o texto indica que esse número, de alguma forma, identificará o Anticristo quando ele assumir o poder. Na Antiguidade, tanto no hebraico quanto no grego, as letras possuíam valores numéricos, de modo que nomes podiam ser convertidos em números. Quando o Anticristo for revelado na Tribulação, os que estiverem vivos naqueles dias poderão identificá-lo por meio desse número, embora o sentido exato permaneça obscuro para nós hoje.
P: Alguém hoje pode receber a marca da besta sem saber?
Não. Isso é impossível por várias razões: primeiro, a marca não pode ser implementada antes do Arrebatamento da igreja e do meio da Tribulação. Segundo, a marca estará explicitamente vinculada à adoração do Anticristo — não será uma mera conveniência comercial neutra que as pessoas aceitam sem entender. Terceiro, recebê-la será um ato consciente, com implicações eternas bem claras. A Escritura indica que apenas aqueles “cujos nomes não foram escritos no livro da vida” adorarão a besta e receberão sua marca (Apocalipse 13.8). Cristãos hoje não precisam temer que qualquer sistema de identificação ou tecnologia atual seja, em si, a marca da besta.
Perguntas Frequentes
A marca da besta poderá ser implementada por meio de tecnologia moderna, como microchips ou IDs digitais?
Os cristãos terão de enfrentar a marca da besta?
Receber a marca da besta é um pecado imperdoável?
O que exatamente é o número 666 e como ele identificará o Anticristo?
Alguém hoje pode receber a marca da besta sem saber?
L. A. C.
Teólogo especializado em escatologia, comprometido em ajudar os crentes a compreender a Palavra profética de Deus.
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