O que é o céu?

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1. Introdução

Na escatologia bíblica, o céu não é um ideal espiritual vago, mas uma realidade criada por Deus, concreta e real. A Escritura fala do céu em mais de um sentido, sempre em relação à presença de Deus, ao seu governo e à comunhão com o seu povo redimido. Para entender o que é o céu e o que ele significa, precisamos seguir como a Bíblia usa a palavra “céu”, distinguir os diferentes “céus” e, então, olhar com atenção para o céu como o lar final e eterno dos salvos.

Este artigo se concentra em:

  • Os significados bíblicos de “céu”
  • A distinção entre os diferentes céus
  • O céu como a habitação presente de Deus
  • O céu como os novos céus e nova terra com a Nova Jerusalém
  • O caráter essencial do céu segundo a Escritura

Todas as citações estão em estilo semelhante ao da ESV, adaptadas ao português (ARA/NVI).


2. O Termo Bíblico “Céu” e Seus Três Usos

Diagrama informativo mostrando os três céus da Bíblia: céu, espaço e morada de Deus.
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Diagrama informativo mostrando os três céus da Bíblia: céu, espaço e morada de Deus.
Uma infografia em camadas resumindo os três usos de "céu" na Bíblia: céu atmosférico, espaço estelar e o terceiro céu como morada de Deus, com versículos-chave e ícones.

A Bíblia usa as palavras traduzidas como “céu” (hebraico shamayim, grego ouranos) em três sentidos principais. Reconhecer esses usos é crucial para uma doutrina bíblica do céu.

2.1 O Céu Atmosférico (Primeiro Céu)

Este é o céu visível — o domínio das nuvens, do vento e do clima.

  • No relato do Dilúvio, lemos:

    “...se romperam todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram. Houve chuva sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites.”
    Gênesis 7:11–12

  • O Salmo 147:8 fala de Deus como Aquele que “cobre de nuvens os céus”.

Aqui, “céus” se refere à atmosfera terrestre, o céu visível sobre nós.

2.2 O Céu Estelar ou Planetário (Segundo Céu)

Este é o céu cósmico — o espaço com sol, lua, estrelas e galáxias.

  • No quarto dia da criação:

    “Deus fez os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia e o menor para governar a noite; fez também as estrelas. E Deus os colocou no firmamento dos céus para iluminar a terra.”
    Gênesis 1:16–17

Este é o domínio astronômico, o universo além da atmosfera.

2.3 O Terceiro Céu: A Habitação de Deus

O terceiro céu é o reino invisível e espiritual onde:

  • O trono de Deus está estabelecido
  • Os anjos santos habitam
  • Os crentes que já morreram estão, agora, presentes com Cristo

Paulo registra:

“Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu. (...) foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir.”
2 Coríntios 12:2–4

Esse “terceiro céu” é distinto do céu atmosférico e do céu estrelado. É para lá que Jesus nos ensina a dirigir nossa oração:

“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.”
Mateus 6:9

Contudo, dizer que Deus “habita nos céus” não significa que Ele esteja restrito a um lugar. Deus é onipresente:

“Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter...”
1 Reis 8:27

O terceiro céu é o centro da manifestação do seu governo e da sua glória — uma espécie de “quartel‑general” real de Deus.


3. O Céu como a Habitação Presente de Deus

3.1 O Trono de Deus e do Cordeiro

O livro de Apocalipse abre para nós uma porta para o céu:

“Imediatamente me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado.”
Apocalipse 4:2

A partir desse trono:

  • Deus governa toda a criação (Salmo 103:19)
  • Seres angelicais o adoram continuamente (Apocalipse 4–5)
  • Cristo ministra como Sumo Sacerdote e Advogado dos crentes:

    “Cristo Jesus... está à direita de Deus e também intercede por nós.”
    Romanos 8:34
    “Temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.”
    1 João 2:1

3.2 A Morada Presente dos Crentes que Morrem

Quando um crente morre, ele ou ela vai imediatamente à presença de Cristo no céu, e não para um “sono da alma” ou para a aniquilação.

Paulo pôde dizer:

“O meu desejo é partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.”
Filipenses 1:23

E ainda:

“Preferimos estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor.”
2 Coríntios 5:8

Hebreus fala de:

“a cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial... e... os espíritos dos justos aperfeiçoados.”
Hebreus 12:22–23

Esse céu presente ainda não é o estado final do crente. É uma habitação celestial intermediária, enquanto a história prossegue rumo à ressurreição, ao retorno de Cristo e à criação de novos céus e nova terra.


4. O Céu como o Lar Eterno do Crente: Novos Céus, Nova Terra e Nova Jerusalém

A resposta bíblica culminante à pergunta “O que é o céu?” aparece em Apocalipse 21–22: o céu, em seu sentido final, é a nova criação na qual Deus habita com o seu povo para sempre.

4.1 Os Novos Céus e a Nova Terra

Após o juízo final, João escreve:

“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram...”
Apocalipse 21:1

Pedro fala da mesma realidade:

“Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.”
2 Pedro 3:13

Pontos principais:

  • O cosmos presente — céus e terra — está destinado à destruição pelo fogo (2 Pedro 3:7, 10–12).
  • Então Deus criará “novos céus e nova terra”, livres da maldição e marcados pela justiça.
  • Isso não é apenas “subir ao céu”, mas o céu descendo à terra em uma criação transformada.

Assim, em seu sentido eterno, céu é toda a ordem renovada de coisas — o novo universo no qual a presença de Deus enche tudo.

4.2 A Nova Jerusalém: a Cidade‑Capital do Céu

No centro da nova criação está uma cidade real:

“Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu esposo.”
Apocalipse 21:2

Essa Nova Jerusalém é:

  • A morada central de Deus com o seu povo
  • Uma cidade literal, gloriosamente adornada, com portas, muros, fundamentos e ruas
  • Descrita com dimensões reais:

    “A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais... media doze mil estádios.”
    Apocalipse 21:16

Entre suas características estão:

  • Doze portas de pérola, com os nomes das doze tribos de Israel (Apocalipse 21:12–13, 21)
  • Doze fundamentos adornados de pedras preciosas, com os nomes dos doze apóstolos (Apocalipse 21:14, 19–20)
  • Um muro de jaspe e ruas de “ouro puro, como vidro transparente” (Apocalipse 21:18, 21)

Essa cidade desce do atual terceiro céu para a nova terra e se torna o centro eterno e visível do Reino de Deus.

4.3 O Céu que “Desce”: Deus Habitando com os Homens

A maior realidade desse céu eterno na nova criação é a presença imediata de Deus:

“Então ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará dos olhos deles toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá luto, nem pranto, nem dor...”
Apocalipse 21:3–4

Na Nova Jerusalém não há templo:

“Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo‑Poderoso, e o Cordeiro.”
Apocalipse 21:22

O céu, na sua forma final, é o próprio Deus com o seu povo em uma criação aperfeiçoada, e não simplesmente almas desencarnadas em um reino distante.


5. A Natureza do Céu: O que o Caracteriza?

Biblicamente, o céu é definido mais por quem está lá e o que está (e não está) presente do que por ideias abstratas. Alguns temas bíblicos centrais incluem:

5.1 A Presença e a Glória de Deus

A característica dominante do céu é a glória de Deus:

“A cidade não precisa nem de sol nem de lua para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada.”
Apocalipse 21:23

Os crentes experimentarão aquilo que os teólogos chamam de Visão Beatífica:

“Eles verão a sua face; na testa deles estará o nome dele.”
Apocalipse 22:4

Ver a Deus “face a face” (cf. 1 Coríntios 13:12) é:

  • O cumprimento de todo anseio
  • O fim da fé e da esperança, substituídas pela visão e pela realidade plena
  • A fonte de alegria e adoração sem fim

5.2 Libertação da Maldição, do Pecado e da Morte

O céu é um mundo sem Queda:

“Nunca mais haverá maldição alguma.”
Apocalipse 22:3

“Ele enxugará dos olhos deles toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá luto, nem pranto, nem dor...”
Apocalipse 21:4

Assim, no céu:

  • Não há pecado nem possibilidade de pecar
  • Não há tristeza, dor ou remorso
  • Não há morte, decadência ou corrupção
  • Não há injustiça ou impureza:

    “Nela nunca jamais penetrará coisa alguma impura, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no livro da vida do Cordeiro.”
    Apocalipse 21:27

5.3 Um Povo Perfeito em Corpos Glorificados

O céu é vida em corpo, não existência puramente espiritual. Os crentes serão ressuscitados e transformados:

“Ele transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória.”
Filipenses 3:21

“Os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.”
1 Coríntios 15:52

Os corpos glorificados são:

  • Imortais (sem morte)
  • Incorruptíveis (sem decadência)
  • Poderosos e gloriosos (aptos para o serviço adorador)
  • Ainda verdadeiramente humanos, porém totalmente livres do pecado

5.4 Adoração Incessante e Serviço Alegre

O céu é um lugar de adoração e de atividade significativa, não de tédio ocioso.

  • Adoração:

    “Não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo‑Poderoso.”
    Apocalipse 4:8

  • Serviço e governo:

    “Os seus servos o servirão... e reinarão pelos séculos dos séculos.”
    Apocalipse 22:3, 5

Os crentes:

  • Servirão como reino de sacerdotes (Apocalipse 1:6; 5:10)
  • Reinarão com Cristo em seu Reino eterno
  • Crescerão continuamente em seu conhecimento de Deus (criaturas finitas se deleitando eternamente no Criador infinito)

5.5 Comunidade Perfeita e Diversidade Santa

O céu é profundamente comunitário:

“Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro.”
Apocalipse 7:9

E na nova terra:

“As nações andarão mediante a sua luz, e os reis da terra lhe trazem a sua glória.”
Apocalipse 21:24

Implicações:

  • Verdadeira reconhecimento e comunhão entre os redimidos
  • Permanência de distintivos nacionais e étnicos, agora purificados de todo pecado
  • Nenhum relacionamento rompido; o amor é perfeito e eterno (1 Coríntios 13:13)

6. Quem Está no Céu?

A Escritura identifica os habitantes do céu, tanto em sua forma presente quanto em sua forma eterna.

6.1 O Deus Triúno

  • Deus Pai: “Aquele que está entronizado nos céus ri” (Salmo 2:4)
  • Deus Filho: exaltado à direita do Pai (Hebreus 1:3), o Cordeiro no trono (Apocalipse 5:6–14)
  • Deus Espírito Santo: presente diante do trono (Apocalipse 1:4), atuante na adoração celestial e no chamado dos pecadores à salvação (Apocalipse 22:17)

6.2 Anjos Santos

Miriades de anjos servem e louvam a Deus:

“Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono... era o número deles milhões de milhões e milhares de milhares.”
Apocalipse 5:11

Eles:

  • Adoram a Deus
  • Executam as suas ordens
  • Ministram aos “que hão de herdar a salvação” (Hebreus 1:14)

6.3 Os Redimidos de Todas as Eras

Hebreus 12:22–23 apresenta um quadro composto dos cidadãos da cidade celestial:

  • “muitos milhares de anjos em reunião festiva”
  • “a igreja dos primogênitos arrolados nos céus” (crentes do Novo Testamento)
  • “os espíritos dos justos aperfeiçoados” (santos do Antigo Testamento e todos os demais salvos)

Apocalipse 21–22 acrescenta que:

  • Somente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro entram na cidade (Apocalipse 21:27)
  • Todos os demais — incrédulos e impenitentes — são lançados no lago de fogo (Apocalipse 20:11–15; 21:8)

O céu, portanto, é exclusivamente o lar eterno dos salvos — aqueles que confiaram somente em Cristo para a salvação.


7. Conclusão

Segundo a Escritura, o céu é:

  • Em um sentido, o céu atmosférico e o universo estrelado (primeiro e segundo céus)
  • Em um sentido mais profundo, o terceiro céu, a habitação presente de Deus, dos anjos e dos crentes que já partiram
  • Em seu sentido pleno e eterno, os novos céus e nova terra com a Nova Jerusalém, onde Deus habita com o seu povo redimido para sempre

O céu é ao mesmo tempo um lugar e um estado:

  • Um reino real e criado — um novo universo e uma cidade real — descritos em termos concretos
  • Uma condição aperfeiçoada — sem pecado, sem maldição, sem morte; com alegria, amor e adoração perfeitos

Acima de tudo, o céu é a presença de Deus em comunhão desobscurecida:

“Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.”
Salmo 16:11

Entender o céu biblicamente é vê‑lo não como uma fuga da criação, mas como a criação renovada, cheia da glória de Deus e da alegria do seu povo, eternamente centrada no “trono de Deus e do Cordeiro” (Apocalipse 22:1).


FAQ

P: Quantos céus existem na Bíblia?

A Bíblia usa “céu” em três principais sentidos: o céu atmosférico (céu e nuvens), o céu estelar (espaço sideral com sol, lua e estrelas) e o terceiro céu, que é a habitação de Deus. Paulo menciona explicitamente ter sido arrebatado ao “terceiro céu” em 2 Coríntios 12:2, distinguindo‑o dos céus visíveis.

P: O céu é um lugar físico ou apenas um estado espiritual?

Biblicamente, o céu é ambos. O terceiro céu presente é um reino real e espiritual, onde está o trono de Deus. No futuro estado eterno, o céu inclui novos céus e nova terra e uma Nova Jerusalém literal, com medidas definidas, portas, muros e ruas (Apocalipse 21–22). Não é apenas um estado de mente, mas uma criação renovada e real.

P: O que faremos no céu?

A Escritura enfatiza adoração e serviço. O povo de Deus “o servirá” e “reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 22:3, 5). Verá a face de Deus, aprenderá sobre Ele sem cessar e exercerá atividades significativas, sem pecado, em uma criação perfeita. O céu não é inatividade, mas serviço alegre, incansável e comunhão profunda na presença de Deus.

P: Reconheceremos uns aos outros no céu?

Sim. A Bíblia pressupõe identidade pessoal contínua e reconhecimento mútuo. Na Transfiguração, os discípulos reconheceram Moisés e Elias (Mateus 17:1–4). Hebreus 12:23 fala dos “espíritos dos justos aperfeiçoados”, indicando pessoas distintas, porém perfeitas, em comunhão. Nossos corpos glorificados serão continuações reconhecíveis de nosso eu presente (1 Coríntios 15:42–49).

P: Qual é a diferença entre o céu presente e os “novos céus e nova terra” futuros?

O céu presente (terceiro céu) é onde Deus agora manifesta sua glória e para onde os crentes vão ao morrer, para estar “com Cristo” (Filipenses 1:23). Após o retorno de Cristo, o juízo final e a destruição do cosmos atual, Deus criará novos céus e nova terra. A Nova Jerusalém descerá, e Deus habitará com o seu povo para sempre (Apocalipse 21:1–3). Essa criação renovada é o céu em sua forma final e eterna.


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Perguntas Frequentes

Quantos céus existem na Bíblia?
A Bíblia usa “céu” em três principais sentidos: o **céu atmosférico** (céu e nuvens), o **céu estelar** (espaço sideral com sol, lua e estrelas) e o **terceiro céu**, que é a habitação de Deus. Paulo menciona explicitamente ter sido arrebatado ao “terceiro céu” em *2 Coríntios 12:2*, distinguindo‑o dos céus visíveis.
O céu é um lugar físico ou apenas um estado espiritual?
Biblicamente, o céu é **ambos**. O terceiro céu presente é um reino real e espiritual, onde está o trono de Deus. No futuro estado eterno, o céu inclui **novos céus e nova terra** e uma **Nova Jerusalém literal**, com medidas definidas, portas, muros e ruas (*Apocalipse 21–22*). Não é apenas um estado de mente, mas uma **criação renovada e real**.
O que faremos no céu?
A Escritura enfatiza **adoração e serviço**. O povo de Deus “o servirá” e “reinará pelos séculos dos séculos” (*Apocalipse 22:3, 5*). Verá a face de Deus, aprenderá sobre Ele sem cessar e exercerá atividades significativas, sem pecado, em uma criação perfeita. O céu não é inatividade, mas **serviço alegre, incansável e comunhão profunda** na presença de Deus.
Reconheceremos uns aos outros no céu?
Sim. A Bíblia pressupõe **identidade pessoal contínua e reconhecimento mútuo**. Na Transfiguração, os discípulos reconheceram Moisés e Elias (*Mateus 17:1–4*). Hebreus 12:23 fala dos “espíritos dos justos aperfeiçoados”, indicando pessoas distintas, porém perfeitas, em comunhão. Nossos corpos glorificados serão continuações reconhecíveis de nosso eu presente (*1 Coríntios 15:42–49*).
Qual é a diferença entre o céu presente e os “novos céus e nova terra” futuros?
O **céu presente** (terceiro céu) é onde Deus agora manifesta sua glória e para onde os crentes vão ao morrer, para estar “com Cristo” (*Filipenses 1:23*). Após o retorno de Cristo, o juízo final e a destruição do cosmos atual, Deus criará **novos céus e nova terra**. A Nova Jerusalém descerá, e Deus habitará com o seu povo para sempre (*Apocalipse 21:1–3*). Essa criação renovada é o céu em sua **forma final e eterna**.

L. A. C.

Teólogo especializado em escatologia, comprometido em ajudar os crentes a compreender a Palavra profética de Deus.

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